Os trabalhadores dos Correios entraram em greve por tempo indeterminado a partir das 22h de 10 de setembro de 2026, após assembleias em todo o país, alegando impasse salarial e mudanças no plano de saúde.
A Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect) comunicou que a paralisação foi aprovada em 35 assembleias estaduais.
Além da questão do plano de saúde, o contexto da greve envolve os impactos da crise econômica vivida pela empresa, que registrou prejuízo de R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre de 2026.
🔔 Fique por dentro dos seus direitos — grupos gratuitos no WhatsApp
Benefícios, INSS, concursos e alertas do governo avisados na hora, sem pagar nada.
RECEBER ALERTAS →Por que os trabalhadores dos Correios entraram em greve?
A greve foi motivada principalmente pelo impasse em torno da manutenção do plano de saúde dos funcionários. Os sindicatos afirmam que os Correios insistem em alterar a condição da estatal como mantenedora do benefício, o que prejudicaria os servidores ativos e aposentados.
As negociações salariais também fracassaram, mesmo após tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). A empresa manteve apenas a recomposição da inflação e preservou 78 das 80 cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), mas não houve consenso sobre os principais pontos reivindicados pela categoria.
Impactos imediatos da paralisação nas operações dos Correios
Com a greve, os Correios acionaram o Plano de Continuidade de Negócios para tentar manter os serviços operacionais. A estatal mobilizou funcionários administrativos para funções operacionais, remanejou veículos e organizou mutirões para assegurar o fluxo logístico.
Apesar dessas ações, o atendimento ao público e a regularidade das entregas podem apresentar atrasos em decorrência da ausência de parte dos trabalhadores grevistas.
Os clientes podem buscar informações e suporte pelos telefones 4003-8210 e 0800-881-8210, além dos canais digitais da empresa.

Crise financeira e contexto atual dos Correios
No primeiro semestre de 2026, a estatal acumulou um prejuízo de R$ 5,6 bilhões. Em 2025, os Correios já haviam contratado um empréstimo de R$ 12 bilhões para reestruturação, com compromissos de fechamento de agências e eliminação de gratificações, como parte do plano exigido pelo Tesouro Nacional.
As medidas de enxugamento e ajustes nas condições de trabalho foram interrompidas devido à mobilização sindical, contribuindo para o agravamento da crise e dificultando a recuperação financeira da empresa pública.
Os principais pontos de impasse nas negociações
A negociação coletiva entre sindicados e Correios chegou a ser mediada pelo TST na quinta-feira, 10 de setembro, mas sem acordo. O ponto central foi a manutenção das condições do plano de saúde, além de cláusulas do ACT consideradas fundamentais pelos trabalhadores.
Mesmo mantendo quase todas as cláusulas do acordo anterior e recompondo as perdas inflacionárias, os Correios não atenderam às principais demandas, levando à decisão pela greve por tempo indeterminado.
Quais medidas os Correios adotaram para minimizar o impacto da paralisação?
Entre as ações anunciadas para reduzir os efeitos da greve estão a mobilização de empregados administrativos, remanejamento da frota de veículos e realização de mutirões logísticos para garantir o mínimo de funcionamento dos serviços.
A estatal reforça que respeita o direito de greve, mas alerta para o risco de novos ajustes conforme a evolução do movimento, visando sempre a continuidade das operações essenciais.
Plano financeiro e perspectivas
No início de setembro de 2026, avançou a negociação para um novo empréstimo de R$ 7 bilhões, cuja garantia depende do aval do governo federal e análise do Ministério da Fazenda sobre a saúde financeira da empresa.
As próximas rodadas de negociação devem envolver novas tentativas de mediação e possíveis ajustes nas propostas ofertadas às categorias, mas não há previsão imediata de fim da greve diante dos impasses atuais.
Acesse a página inicial do portal Alert Gov para conferir outros temas.











