A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou que a conta de luz terá acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos em agosto, devido à manutenção da bandeira amarela pelo quarto mês consecutivo para todo o Sistema Interligado Nacional.
A decisão foi divulgada em 31 de julho de 2026 e se deve ao período seco no país, que reduz o nível dos reservatórios das hidrelétricas e exige o acionamento de usinas termelétricas, impactando o custo da energia elétrica.
Confira a explicação sobre o funcionamento das bandeiras tarifárias, os valores de cada faixa, a diferença prática no bolso e as perspectivas para os próximos meses.
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RECEBER ALERTAS →Por que a bandeira amarela continua em vigor?
O Operador Nacional do Sistema Elétrico reavaliou as condições hidrológicas e, em razão da estação seca de maio a novembro, concluiu que seria necessário manter a bandeira amarela em agosto de 2026.
Nesse período, a redução das chuvas reduz os níveis de reservatórios, limitando a geração hidrelétrica e tornando obrigatório o uso de termelétricas, cuja energia é mais cara.
A Aneel esclareceu que o acionamento das bandeiras segue critérios técnicos e reflete a previsão de custos adicionais que a geração termoelétrica representa para o país.
Como funcionam as bandeiras tarifárias?
O sistema de bandeiras tarifárias foi criado pela Aneel em 2015 para garantir maior transparência ao consumidor sobre o custo real da geração de energia mês a mês.
As bandeiras são divididas em quatro cores: verde (sem acréscimo), amarela, vermelha patamar 1 e vermelha patamar 2. A cor aplicada indica imediatamente o custo adicional que será cobrado na conta de luz.
A definição da bandeira ocorre sempre na virada de cada mês, com base em dados do ONS e previsões meteorológicas que avaliam o impacto do clima sobre o sistema elétrico nacional.
Quais os valores das bandeiras na conta de luz?
| Bandeira Tarifária | Acréscimo por 100 kWh | Condição de Geração |
|---|---|---|
| Verde | R$ 0,00 | Favorável |
| Amarela | R$ 1,88 | Menos favorável |
| Vermelha Patamar 1 | R$ 4,46 | Custo elevado |
| Vermelha Patamar 2 | R$ 7,87 | Custo muito elevado |
A bandeira amarela é aplicada quando as condições de geração ficam intermediárias, exigindo mais das termelétricas, mas sem chegar ao patamar de maior custo.

Qual o impacto prático da bandeira amarela na conta?
Em agosto, cada 100 kWh consumidos terão acréscimo de R$ 1,88. Para uma residência com gasto mensal de 150 kWh, o acréscimo será de R$ 2,82, enquanto um consumo de 200 kWh resultará em aumento de R$ 3,76 na fatura.
O efeito é proporcional ao consumo: quanto maior o uso, maior o acréscimo. O valor é aplicado a todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional, sem distinção de região.
Em meses de bandeira verde, não há nenhum valor adicional na fatura. Quando há bandeiras vermelhas, o impacto pode passar dos R$ 7 a cada 100 kWh, ampliando a diferença, especialmente nos meses de consumo mais alto.
O que esperar para as próximas contas de luz?
Segundo a Aneel, a permanência da bandeira amarela enquanto durar a estação seca é provável, já que o período vai até novembro e não há previsão imediata de melhora nos reservatórios.
Cada virada de mês traz uma reavaliação do cenário energético pelo ONS, que observa as chuvas e o nível das usinas para decidir se mantém, eleva ou reduz o patamar das bandeiras.
Se o volume de chuvas aumentar a ponto de elevar o nível dos reservatórios para parâmetros seguros, a bandeira verde poderá voltar a ser aplicada, aliviando o custo dos consumidores.
Dicas para reduzir o impacto na conta de luz
A adoção de práticas de consumo consciente e o uso eficiente dos aparelhos elétricos podem reduzir o valor final da conta.
Evitar o uso desnecessário de chuveiro elétrico e ar-condicionado, além de investir em lâmpadas LED, são ações que ajudam a compensar o acréscimo das bandeiras tarifárias.
Monitorar mensalmente o consumo registrado no medidor e buscar informações sobre programas de eficiência energética oferecidos pelas distribuidoras são estratégias recomendadas.
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