O Tesouro Reserva 2026 iniciou operações neste mês, permitindo aplicações a partir de R$ 1, com movimentações disponíveis em qualquer horário, inclusive fins de semana e feriados, para cerca de 80 milhões de pessoas com conta no Banco do Brasil.
Segundo o Tesouro Nacional, o novo título público foi lançado em 11 de maio de 2026 para ampliar o acesso dos pequenos investidores, oferecendo rendimento indexado à Selic e promessa de retorno superior à tradicional poupança bancária.
A modalidade, voltada a quem deseja alta liquidez e previsibilidade, dispensa oscilações típicas de outros papéis públicos e pode ser contratada sem precisar aguardar horários de mercado.
O produto integra uma política de inclusão financeira, destinada a estimular a cultura de investimento em todo o país e criar alternativas frente aos populares CDBs e “caixinhas” de bancos digitais.
O que é o Tesouro Reserva 2026
Trata-se de um título público federal com rendimento calculado diariamente pela Selic, taxa básica de juros atualmente em 14,5% ao ano. Quem aplica está, na prática, emprestando recursos ao governo e recebe remuneração conforme o período mantido no investimento. O funcionamento foi desenhado para reserva de emergência, ou seja, para dinheiro utilizado em situações inesperadas, como despesas de saúde ou desemprego.
Diferente de outros títulos, o Tesouro Reserva 2026 não sofre a chamada “marcação a mercado”, o que significa que as oscilações do saldo não aparecem para o investidor no extrato. A precificação segue o conceito de “marcação na curva”, contabilizando juros diariamente e reduzindo as incertezas típicas do mercado.
Como investir e movimentar o Tesouro Reserva 2026
A aplicação mínima permitida é de apenas R$ 1, com máximo de até R$ 500.000,00 por CPF. O resgate pode ser feito em qualquer momento, sem limite de horários, inclusive em finais de semana e feriados. As operações são realizadas por meio do aplicativo de investimentos do Banco do Brasil e utilização do Pix para transferências e liquidação.
Nos próximos meses, espera-se ampliação da oferta para outras instituições financeiras que estão em fase de integração com o sistema.
Rentabilidade do Tesouro Reserva 2026
Com a taxa Selic em 14,5% ao ano, o Tesouro Reserva supera a rentabilidade da poupança, atualmente limitada a 7,53% nos últimos 12 meses. De acordo com simulações do Tesouro Nacional, uma aplicação de R$ 1.000 pode render:
- R$ 1.051,23 em seis meses — R$ 20,85 acima da poupança.
- R$ 1.101,82 em um ano — R$ 40,14 a mais.
- R$ 1.207,12 em dois anos — acréscimo de R$ 79,96.
A remuneração diária também amplia a vantagem frente à caderneta, que só contabiliza rendimento no chamado “aniversário” da aplicação

Tributação e custos para o investidor
Os rendimentos do Tesouro Reserva são tributados conforme a tabela regressiva de Imposto de Renda sobre renda fixa, iniciando em 22,5% para resgates em até 180 dias e chegando a 15% para prazos superiores a dois anos. Há incidência de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para aplicações resgatadas em menos de 30 dias.
Não há cobrança de taxa de custódia da B3 para valores até R$ 10.000,00 aplicados. Para quantias superiores, a taxa anual de custódia é de 0,20% sobre o que exceder esse limite.
Impostos, taxa de custódia e limites de aplicação
Os rendimentos do Tesouro Reserva estão sujeitos à tabela regressiva de Imposto de Renda para renda fixa, com alíquotas que variam de 22,5% para aplicações de até 180 dias a 15% para aplicações acima de dois anos (IR incide apenas sobre o lucro, não sobre o total investido).
Há incidência de IOF para resgates nos primeiros 30 dias. Isenção da taxa de custódia da B3 vale para patrimônios de até R$ 10.000; acima desse valor, a taxa anual de 0,20% é aplicada.
Cada investidor pode aplicar de R$ 1,00 até o teto de R$ 500.000,00. Segundo o Tesouro Nacional, o valor mínimo facilita o acesso de novos investidores, inclusive aqueles sem experiência prévia no mercado de renda fixa.
Principais diferenças entre Tesouro Reserva e poupança
Apesar de ambos serem considerados investimentos conservadores e com baixo risco, o Tesouro Reserva 2026 oferece vantagens, como:
- Rentabilidade superior nos cenários de juros altos.
- Rendimentos diários com possibilidade de uso imediato via Pix, sem necessidade de esperar o “aniversário”, como ocorre na poupança.
- Segurança de garantia do governo federal, enquanto a poupança é protegida pelo Fundo Garantidor de Créditos, até o limite de R$ 250.000,00 por CPF por instituição.
- Tributação de IR e IOF, enquanto a poupança é isenta.
Concorrência com outros produtos de renda fixa
O Tesouro Reserva também compete com CDBs, LCIs e LCAs oferecidos por bancos e fintechs. Embora alguns desses produtos possam superar o rendimento do Tesouro Reserva em certas condições (mais de 100% do CDI), frequentemente exigem prazos de carência ou regras mais rígidas para resgate antecipado.
O produto público aposta na facilidade de resgatar o recurso a qualquer tempo e na previsibilidade para ampliar sua fatia entre os brasileiros, objetivo alinhado à meta do Tesouro Nacional de chegar a 10 milhões de pessoas físicas com investimentos diretos, ante os atuais 3,4 milhões.
O que esperar
Com uma proposta voltada a democratizar o acesso a investimentos públicos, o Tesouro Reserva 2026 tende a provocar mudanças no perfil do pequeno investidor. A ampliação para outras instituições financeiras pode elevar ainda mais o alcance, tornando-o uma alternativa relevante para quem busca rentabilidade superior à poupança, com facilidade de movimentação e baixo risco.
Mudanças nos valores de limite, regras tributárias ou condições de liquidez dependerão de regulamentação futura e acompanhamento das diretrizes do Tesouro Nacional.
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