A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, em 11 de maio de 2026, a comercialização e divulgação dos medicamentos à base de cannabis Allandiol Forte Black 1:1 e Allandiol Full Spectrum 300 mg, fabricados pelo Instituto Alma Viva Ltda, após detectar vendas sem registro sanitário.
De acordo com a Anvisa, a fiscalização constatou que os produtos Biocase/Allandiol eram promovidos em sites e redes sociais, com promessas terapêuticas, sem autorização sanitária ou comprovação científica, atingindo consumidores de todo o Brasil.
A proibição vale para qualquer empresa ou pessoa física que comercialize, divulgue ou anuncie produtos derivados de cannabis sem o devido registro, considerando o risco à saúde pública e a falta de controle de qualidade.
Essa decisão integra as ações de regulação e vigilância sanitária para proteger a população contra substâncias sem avaliação científica, segundo diretrizes do Ministério da Saúde.
O que motivou a proibição dos medicamentos à base de cannabis
A decisão da Anvisa baseou-se na ausência de registro ou autorização sanitária para fabricação e venda dos medicamentos Allandiol Forte Black 1:1 e Allandiol Full Spectrum 300 mg. Além disso, o Instituto Alma Viva Ltda. Não possui Autorização de Funcionamento (AFE), documento obrigatório para indústria farmacêutica no Brasil.
Foram constatadas ofertas dos produtos em plataformas online, incluindo redes sociais, com divulgação de supostos benefícios terapêuticos sem validação por estudos clínicos nem aprovação da agência reguladora. Segundo a agência, tais práticas expõem a população a riscos desconhecidos de efeitos adversos e contaminação.
A resolução 1.914/2026 também determinou o recolhimento voluntário de lotes do medicamento Kefazol devido a desvio de qualidade, reforçando a atuação da vigilância sanitária quanto à segurança dos fármacos disponíveis no mercado.
Entenda a legislação sobre medicamentos à base de cannabis no Brasil
No Brasil, a comercialização, importação e prescrição de medicamentos à base de cannabis seguem regulamentação própria da Anvisa, que exige registro, comprovação de qualidade, eficácia e segurança. Apenas produtos aprovados pela agência podem ser comercializados ou prescritos, sempre sob orientação de profissional de saúde habilitado.
Produtos sem registro ou fabricação clandestina não passam por controle de qualidade e podem conter dosagens inadequadas, resíduos tóxicos, substâncias não declaradas ou potenciais contaminantes, agravando o risco à saúde da população.

Quando é permitido o uso terapêutico de cannabis no Brasil
A Anvisa permite a prescrição de medicamentos à base de cannabis para condições específicas e mediante critérios rigorosos. O uso medicinal só pode ter início após avaliação individualizada, receita médica especial e apenas com produtos aprovados. A agência monitora todas as etapas do processo, da importação ao uso, com exigência de laudos técnicos e acompanhamento do paciente.
O acesso a produtos derivados de cannabis de forma legal e segura depende da existência de registro sanitário ou autorização excepcional, situações em que a eficácia clínica foi demonstrada e o risco foi avaliado previamente.
Como identificar medicamentos de origem duvidosa
- Produtos promovidos como “naturais”, “alternativos” ou com promessas terapêuticas sem registro no portal da Anvisa podem ser ilegais e perigosos.
- Consulte o profissional de saúde se tiver dúvidas quanto à segurança, procedência ou eficácia do medicamento recomendado.
- Verifique o número de registro no rótulo do produto e pesquise no portal de medicamentos regularizados.
Riscos do uso de medicamentos à base de cannabis sem registro
O consumo de medicamentos sem aprovação pode provocar efeitos adversos imprevisíveis, intoxicações, reações alérgicas ou ausência de benefício terapêutico comprovado. A falta de controle químico e microbiológico representa perigo para pessoas com doenças crônicas ou condições vulneráveis, incluindo gestantes, idosos e crianças.
A automedicação com produtos de procedência desconhecida pode atrasar diagnósticos, prejudicar tratamentos convencionais e aumentar a exposição a complicações graves.
Quando procurar orientação médica
- Surgimento de reações adversas como dores, vômitos persistentes, arritmia ou alterações neurológicas após uso de qualquer substância derivada de cannabis.
- Sintomas agudos ou preocupantes após consumo de produtos não prescritos.
- Sempre converse com seu médico antes de começar ou interromper qualquer tratamento.
Em situações de emergência ou agravamento súbito do quadro de saúde, procure imediatamente uma unidade de pronto atendimento do SUS ou hospital mais próximo.
Dicas para garantir segurança ao usar medicamentos
- Nunca adquira medicamentos em sites, redes sociais ou canais não autorizados.
- Peça sempre a prescrição médica e informe-se sobre a procedência e regularização do produto.
- Mantenha acompanhamento regular com seu médico para avaliação da resposta ao tratamento.
- Lembre-se: dicas de saúde não substituem consulta presencial com profissional habilitado.
Cuide-se
A segurança nos tratamentos depende da escolha por medicamentos autorizados e do acompanhamento profissional regular. Siga as orientações de médicos e farmacêuticos e desconfie de ofertas milagrosas, especialmente em redes sociais.
Este conteúdo tem caráter informativo, não representa conselho médico e não substitui consulta presencial. Em caso de sintomas persistentes ou piora no estado de saúde, procure atendimento presencial em unidade de saúde pública ou privada.
Fonte: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Ministério da Saúde.
Para acompanhar as últimas notícias sobre saúde e bem-estar, acesse regularmente o portal Alerta Gov. Diariamente com conteúdos atualizados sobre qualidade de vida, prevenção de doenças, dicas de alimentação saudável e novidades na área da medicina. Mantenha-se informado e cuide melhor da sua saúde com informações confiáveis no Alerta Gov.











