Uma possível mudança que pode afetar suas compras em plataformas estrangeiras está em debate no governo federal desde maio de 2026. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou que a extinção da taxa das blusinhas entrou na pauta, levantando dúvidas sobre o custo das importações feitas por sites como Shein, Shopee e AliExpress.
Mesmo com a discussão aberta, Durigan reforçou em entrevista à imprensa oficial do governo que não pretende abandonar o Remessa Conforme. Esse programa, que passou a vigorar com força em 2024, visa fiscalizar mais de perto a entrada de produtos de baixo valor, garantindo regras de segurança e conformidade com normas como as da Anvisa.
O ministro admitiu que a revisão do imposto está sendo avaliada devido ao impacto direto nos preços, principalmente de produtos populares como blusinhas femininas. Desde agosto de 2024, quem compra itens de até US$ 50 paga 20% de imposto de importação, medida criada para ajustar a concorrência entre varejistas nacionais e gigantes internacionais.
Entenda por que a taxa das blusinhas divide opiniões
As lojas estrangeiras Shein, Shopee e AliExpress viram suas vendas crescerem com o público que busca blusinhas com desconto e tendências de moda internacional. Porém, a chegada do novo tributo elevou valores finais para o consumidor brasileiro, o que virou alvo de críticas por encarecer produtos antes considerados acessíveis.
Parte dos clientes argumenta que a cobrança reduz a competitividade das plataformas e cria um tratamento desigual em relação a turistas que podem trazer roupas do exterior sem pagar o mesmo imposto. Nas redes sociais, muita gente reclama da disparidade e pede o fim da taxa das blusinhas.
De outro lado, entidades do varejo e setores produtivos, além do vice-presidente e então ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, defendem a tarifa. Eles afirmam que a medida protege indústrias nacionais, mantém empregos no Brasil e ainda gera receita para políticas públicas.
Números mostram impacto direto na arrecadação e no consumo
De acordo com dados da Receita Federal, a taxa das blusinhas garantiu R$ 5 bilhões de arrecadação em 2025, atingindo novo recorde histórico no segmento de importações de baixo valor. Só nos três primeiros meses de 2026, o tributo somou R$ 1,28 bilhão, um crescimento de 21,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.
No entanto, esse aumento na arrecadação veio acompanhado de menor atratividade das plataformas internacionais entre brasileiros que buscam blusinhas femininas 2025 com preços baixos e novidades rápidas do mundo da moda.
Veja uma tabela com os principais dados recentes:
| Ano | Arrecadação (R$) | Variação |
|---|---|---|
| 2025 | 5.000.000.000 | – |
| Jan-Mar/2026 | 1.280.000.000 | +21,8% |

Posicionamentos: governo, oposição e sociedade
O tema voltou à tona após pressões de diversos setores. Enquanto a oposição argumenta que o imposto prejudica consumidores de baixa renda e reprime o acesso a produtos populares, ministros dos setores econômicos ressaltam a importância de manter o controle aduaneiro e garantir o avanço regulatório trazido pelo Remessa Conforme.
Representantes do comércio e indústria entregaram manifestos pedindo a permanência da taxa, defendendo tanto a geração de empregos quanto a arrecadação de recursos públicos.
Durante entrevista recente, Dario Durigan afirmou: “Não tenho tabu em relação ao tema. O debate precisa ser racional, desde que os avanços conquistados sejam preservados. O Remessa Conforme não está em questão, mas sim o próprio tributo das encomendas de valor reduzido”.
Por que Shein, Shopee e AliExpress seguem populares?
Apesar do imposto, muitos brasileiros continuam buscando blusinhas estilosas e peças internacionais dessas plataformas, seja pela diversidade de produtos ou pelas tendências que chegam antes das lojas nacionais. Como escolher blusinhas que unam bom gosto e preço baixo ainda é uma das principais buscas no Brasil.
Nos fóruns e grupos de moda, dicas e avaliações sobre compras internacionais movimentam discussões a cada nova atualização sobre a taxa das blusinhas. Consumidores atentos acompanham toda novidade para entender os reais impactos nos valores finais e, assim, planejar melhor suas compras.
O que esperar: próximos passos para a taxa das blusinhas
O governo não determinou prazo para uma decisão final, mas a discussão sobre o futuro da taxa das blusinhas continuará nos próximos meses, já que afeta diretamente o bolso do consumidor e a estrutura de arrecadação nacional.
No cenário atual, quem compra roupas femininas em plataformas internacionais ainda deve calcular o valor final da compra considerando a taxa de 20%. Mudanças podem ocorrer, mas dependem de consenso dentro do próprio governo e da resposta dos setores envolvidos.
Acompanhe as notícias oficiais e prepare-se para eventuais alterações nas regras de importação, principalmente se costuma aproveitar tendências internacionais ou busca blusinhas com desconto em sites estrangeiros.












