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Shein, Shopee e AliExpress: “taxa das blusinhas” pode chegar ao fim, diz ministro da Fazenda

Arrecadação em alta e divisão política marcam debate sobre imposto em compras internacionais de baixo valor

em Notícias
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Dario Durigan, ministro da Fazenda, segura microfone durante entrevista, vestindo terno cinza

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou que o governo federal debate internamente o fim da cobrança de 20%. Imagem: B3

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Por Leandro Macedo em 07/05/2026 às 06h51
Atualizado em 08/05/2026 às 09h30

Compras na Shein, Shopee e AliExpress podem ficar mais baratas nos próximos meses. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou que o governo discute o fim da ‘taxa das blusinhas”, imposto que encareceu importações de até US$ 50 desde 2024.

Entenda por que a “taxa das blusinhas” divide opiniões

Plataformas internacionais como Shein, Shopee e AliExpress conquistaram espaço entre consumidores brasileiros por oferecerem grande variedade de produtos e preços mais competitivos. Com a criação do imposto sobre compras internacionais de até US$ 50, no entanto, muitos consumidores passaram a reclamar do aumento nos valores finais das encomendas.

Críticos da medida afirmam que a cobrança reduziu a competitividade das plataformas estrangeiras e encareceu produtos que antes eram considerados mais acessíveis. Nas redes sociais, consumidores também questionam diferenças nas regras aplicadas a turistas que compram itens no exterior.

Por outro lado, representantes do varejo nacional e setores da indústria defendem a tributação. Para esses grupos, a medida ajuda a equilibrar a concorrência com empresas estrangeiras, proteger empregos e ampliar a arrecadação pública.

Números mostram impacto direto na arrecadação e no consumo

Dados da Receita Federal mostram que o imposto sobre compras internacionais de baixo valor arrecadou R$ 5 bilhões em 2025, estabelecendo um novo recorde no segmento. Apenas nos três primeiros meses de 2026, a arrecadação já somou R$ 1,28 bilhão — alta de 21,8% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Ao mesmo tempo, especialistas e consumidores apontam que o aumento da tributação reduziu parte do interesse pelas plataformas internacionais, especialmente entre compradores que buscavam produtos mais baratos em sites estrangeiros.

Confira abaixo os principais números sobre a arrecadação do imposto:

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Ano Arrecadação (R$) Variação
2025 5.000.000.000 –
Jan-Mar/2026 1.280.000.000 +21,8%
Encomendas internacionais em caixa amarela, com pacotes prateados e caixa de papelão com etiquetas e QR codes
O governo Lula considera dar fim ao imposto cobrado sobre produtos importados em sites como Shein, Shopee e AliExpress. Imagem: Senado Federal

Posicionamentos: governo, oposição e sociedade

O tema voltou à tona após pressões de diversos setores. Enquanto a oposição argumenta que o imposto prejudica consumidores de baixa renda e reprime o acesso a produtos populares, ministros dos setores econômicos ressaltam a importância de manter o controle aduaneiro e garantir o avanço regulatório trazido pelo programa Remessa Conforme.

Representantes do comércio e indústria entregaram manifestos pedindo a permanência da taxa, defendendo tanto a geração de empregos quanto a arrecadação de recursos públicos.

Durante entrevista recente, Dario Durigan afirmou: “Não tenho tabu em relação ao tema. O debate precisa ser racional, desde que os avanços conquistados sejam preservados. O Remessa Conforme não está em questão, mas sim o próprio tributo das encomendas de valor reduzido”.

Por que Shein, Shopee e AliExpress seguem populares?

Mesmo com a cobrança do imposto sobre importações, muitos brasileiros seguem comprando em plataformas internacionais como Shein, Shopee e AliExpress. Os preços competitivos, a variedade de produtos e o acesso antecipado a tendências da moda ajudam a manter a popularidade desses sites no país.

Nas redes sociais, fóruns e grupos de consumidores, discussões sobre a chamada “taxa das blusinhas” continuam movimentando debates sobre preços, prazos de entrega e custo-benefício. A cada nova atualização sobre o imposto, consumidores acompanham possíveis impactos nos valores finais das compras internacionais.

O que esperar: próximos passos para a “taxa das blusinhas”

O governo ainda não definiu um prazo para decidir sobre possíveis mudanças na chamada “taxa das blusinhas”. O debate deve continuar nos próximos meses, já que envolve impactos tanto para consumidores quanto para a arrecadação federal e o varejo nacional.

Enquanto não há definição oficial, compras internacionais de até US$ 50 continuam sujeitas à cobrança de 20% de imposto de importação. Qualquer alteração dependerá de discussões internas no governo e da reação dos setores envolvidos.

Consumidores que costumam comprar em plataformas internacionais devem acompanhar as atualizações sobre as regras de importação para entender possíveis mudanças nos preços finais dos produtos.

Continue acompanhando mais novidades no Alerta Gov.

Tags: AliExpressimposto de importaçãoSheinShopee
Leandro Macedo

Leandro Macedo

Graduando em Marketing. Especialista de conteúdos de Tecnologia, Trânsito, empregos e Benefícios Sociais. Redator grupo Sena Online

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