Compras na Shein, Shopee e AliExpress podem ficar mais baratas nos próximos meses. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou que o governo discute o fim da ‘taxa das blusinhas”, imposto que encareceu importações de até US$ 50 desde 2024.
Entenda por que a “taxa das blusinhas” divide opiniões
Plataformas internacionais como Shein, Shopee e AliExpress conquistaram espaço entre consumidores brasileiros por oferecerem grande variedade de produtos e preços mais competitivos. Com a criação do imposto sobre compras internacionais de até US$ 50, no entanto, muitos consumidores passaram a reclamar do aumento nos valores finais das encomendas.
Críticos da medida afirmam que a cobrança reduziu a competitividade das plataformas estrangeiras e encareceu produtos que antes eram considerados mais acessíveis. Nas redes sociais, consumidores também questionam diferenças nas regras aplicadas a turistas que compram itens no exterior.
Por outro lado, representantes do varejo nacional e setores da indústria defendem a tributação. Para esses grupos, a medida ajuda a equilibrar a concorrência com empresas estrangeiras, proteger empregos e ampliar a arrecadação pública.
Números mostram impacto direto na arrecadação e no consumo
Dados da Receita Federal mostram que o imposto sobre compras internacionais de baixo valor arrecadou R$ 5 bilhões em 2025, estabelecendo um novo recorde no segmento. Apenas nos três primeiros meses de 2026, a arrecadação já somou R$ 1,28 bilhão — alta de 21,8% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Ao mesmo tempo, especialistas e consumidores apontam que o aumento da tributação reduziu parte do interesse pelas plataformas internacionais, especialmente entre compradores que buscavam produtos mais baratos em sites estrangeiros.
Confira abaixo os principais números sobre a arrecadação do imposto:
| Ano | Arrecadação (R$) | Variação |
|---|---|---|
| 2025 | 5.000.000.000 | – |
| Jan-Mar/2026 | 1.280.000.000 | +21,8% |

Posicionamentos: governo, oposição e sociedade
O tema voltou à tona após pressões de diversos setores. Enquanto a oposição argumenta que o imposto prejudica consumidores de baixa renda e reprime o acesso a produtos populares, ministros dos setores econômicos ressaltam a importância de manter o controle aduaneiro e garantir o avanço regulatório trazido pelo programa Remessa Conforme.
Representantes do comércio e indústria entregaram manifestos pedindo a permanência da taxa, defendendo tanto a geração de empregos quanto a arrecadação de recursos públicos.
Durante entrevista recente, Dario Durigan afirmou: “Não tenho tabu em relação ao tema. O debate precisa ser racional, desde que os avanços conquistados sejam preservados. O Remessa Conforme não está em questão, mas sim o próprio tributo das encomendas de valor reduzido”.
Por que Shein, Shopee e AliExpress seguem populares?
Mesmo com a cobrança do imposto sobre importações, muitos brasileiros seguem comprando em plataformas internacionais como Shein, Shopee e AliExpress. Os preços competitivos, a variedade de produtos e o acesso antecipado a tendências da moda ajudam a manter a popularidade desses sites no país.
Nas redes sociais, fóruns e grupos de consumidores, discussões sobre a chamada “taxa das blusinhas” continuam movimentando debates sobre preços, prazos de entrega e custo-benefício. A cada nova atualização sobre o imposto, consumidores acompanham possíveis impactos nos valores finais das compras internacionais.
O que esperar: próximos passos para a “taxa das blusinhas”
O governo ainda não definiu um prazo para decidir sobre possíveis mudanças na chamada “taxa das blusinhas”. O debate deve continuar nos próximos meses, já que envolve impactos tanto para consumidores quanto para a arrecadação federal e o varejo nacional.
Enquanto não há definição oficial, compras internacionais de até US$ 50 continuam sujeitas à cobrança de 20% de imposto de importação. Qualquer alteração dependerá de discussões internas no governo e da reação dos setores envolvidos.
Consumidores que costumam comprar em plataformas internacionais devem acompanhar as atualizações sobre as regras de importação para entender possíveis mudanças nos preços finais dos produtos.
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