A greve dos Correios começou em 11 de setembro e segue por tempo indeterminado, segundo a Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (FINDECT). Quem tem pedido da Shein a caminho quer saber se a encomenda vai chegar.
A resposta depende de uma decisão judicial tomada no primeiro fim de semana da paralisação. Confira, a seguir, como ficam os pedidos, o que fazer se o prazo estourar e quando o impasse pode se resolver.
O que acontece com os pedidos a caminho
As entregas continuam. O que muda é o prazo.
🔔 Fique por dentro dos seus direitos — grupos gratuitos no WhatsApp
Benefícios, INSS, concursos e alertas do governo avisados na hora, sem pagar nada.
RECEBER ALERTAS →Três fatores sustentam a operação durante a greve:
A decisão do Tribunal Superior do Trabalho. Em 12 de setembro, o tribunal determinou, em liminar, a manutenção de 80% do efetivo em atividade em cada unidade ou estabelecimento da empresa.
O alcance dessa determinação. Ela abrange unidades de atendimento, tratamento, transporte, distribuição e áreas administrativas ou de suporte indispensáveis à continuidade da cadeia postal.
A rede de agências. Ela permanece aberta ao público, conforme informou a estatal.
Nem todo pedido da Shein é entregue pelos Correios
Antes de se preocupar com a greve, vale identificar quem vai entregar a sua encomenda.
A Shein opera no Brasil com logística própria e uma rede de parceiros de última milha, ou seja, empresas responsáveis pela entrega final ao cliente. Entre as parceiras identificadas em serviços de rastreamento estão iMile, Anjun Express, Pegaki, JadLog, J&T Express, Total Express, Loggi e Moove+, além dos próprios Correios, que respondem por boa parte dos pedidos.
Se o seu pedido foi destinado a uma dessas transportadoras privadas, a greve não afeta a entrega. Se estiver com os Correios, valem as condições descritas acima.
Como descobrir quem está com o seu pacote
O rastreio informa a transportadora responsável. Consulte o status pelo aplicativo da Shein ou pelo código de rastreamento, que indica o operador de cada etapa.
Uma observação prática: quem usa endereço de caixa postal dos Correios precisa de atenção, porque as unidades não recebem encomendas entregues por transportadoras privadas.
Por que pode haver atraso
Mesmo com quatro quintos do efetivo em atividade, o fluxo logístico fica mais lento. A empresa opera com menos trabalhadores do que o normal e sob um plano de contingência.
Os Correios acionaram o Plano de Continuidade de Negócios, que inclui mobilização de empregados administrativos para apoiar as atividades operacionais, remanejamento de veículos e mutirões para preservar o fluxo logístico.
A empresa não informou se haverá alteração nos prazos de entrega nem quais regiões podem ser mais afetadas.
O que fazer se o pedido atrasar
Acompanhe o rastreio. Se o pacote estiver com os Correios, o status também pode ser consultado pela ferramenta de rastreamento da estatal.
Verifique o prazo de devolução. Se o atraso comprometer o prazo para devolver um produto, o caminho é acionar o suporte pelo aplicativo da Shein.
Procure os Correios em casos específicos. A estatal disponibiliza os telefones 4003-8210 e 0800-881-8210, além dos canais digitais de atendimento.
Por que a greve começou
A paralisação foi aprovada em assembleias, depois que os trabalhadores rejeitaram a proposta apresentada pela empresa nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2028.
Entre as reivindicações estão avanços nas negociações, preservação de direitos e garantias relacionadas ao plano de saúde de empregados, aposentados e dependentes.
Segundo a FINDECT, o plano de saúde é um dos principais impasses. A federação afirma que a direção dos Correios pretende alterar o benefício, e que a categoria buscou solução negociada depois de sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho.

O alcance nacional da paralisação
Segundo a FINDECT, 36 entidades sindicais aprovaram a paralisação, distribuídas por todas as regiões do país.
A adesão inclui sindicatos estaduais de todos os estados e do Distrito Federal, além de entidades regionais no interior de São Paulo e de Minas Gerais, como Campinas, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Bauru, Santos, Vale do Paraíba, Juiz de Fora e Uberaba, e Santa Maria, no Rio Grande do Sul.
Quando o impasse pode se resolver
O julgamento do dissídio coletivo está marcado para 21 de setembro, às 13h30, na Seção Especializada em Dissídios Coletivos do Tribunal Superior do Trabalho.
O pedido foi apresentado pelos próprios Correios em 11 de setembro, após o fim da mediação sem acordo.
Ainda é possível que as partes cheguem a um acordo antes do julgamento. Até que haja solução, a FINDECT orienta os sindicatos filiados a manterem a greve e as mobilizações.
O contexto financeiro da estatal
Os Correios acumulam 15 trimestres consecutivos de prejuízo. No primeiro semestre de 2026, o resultado negativo somou R$ 5,6 bilhões.
O prejuízo do segundo trimestre foi menor que os dois anteriores. O primeiro trimestre de 2026 havia registrado o pior resultado da série.
A empresa esperava receber um novo empréstimo de R$ 7 bilhões até 15 de setembro, já confirmado nas demonstrações financeiras do primeiro semestre. No fim do ano passado, a estatal recebeu R$ 12 bilhões em operação semelhante.
Gostou do conteúdo? Para mais informações sobre direitos do consumidor e serviços públicos, explore o portal Alerta Gov.












