O Conselho da Justiça Federal (CJF) liberou mais de R$ 2,21 bilhões para o pagamento de atrasados do INSS, beneficiando mais de 146 mil aposentados e pensionistas.
Os valores referem-se a ações judiciais de revisão de benefícios e auxílios concluídas até dezembro de 2025. No total, o montante liberado ultrapassa R$ 2,7 bilhões, ao incluir outros órgãos da União.
O que são os atrasados do INSS e por que há pagamentos extras?
Os atrasados do INSS correspondem a valores devidos provenientes de erros, revisões, correções ou atrasos no pagamento de benefícios previdenciários e assistenciais.
A liberação recente refere-se às Requisições de Pequeno Valor (RPVs), ou seja, indenizações de até 60 salários mínimos (R$ 91.080 em 2026) para quem ganhou processos judiciais relativos ao INSS ou à União.
As ações envolvem, principalmente, revisões de aposentadorias, pensões por morte, auxílios e benefícios assistenciais, podendo englobar pagamentos retroativos de meses ou anos não pagos corretamente.
A maioria dos processos é coletiva ou individual, finalizada nos Juizados Especiais Federais (JEFs).
Quem tem direito ao dinheiro extra do INSS?
Recebem os atrasados INSS:
- Quem ganhou ação judicial contra o INSS ou a União envolvendo revisões de benefícios previdenciários ou assistenciais, concluída em dezembro de 2025.
- Os beneficiários listados em processos cujos valores se enquadram como RPV, limitados a R$ 91.080,00.
- Herdeiros legais de segurados falecidos, mediante documentação que comprove o direito à herança.
O grupo de favorecidos inclui aposentados, pensionistas, titulares de auxílios e pessoas que recorreram judicialmente contra o INSS e tiveram decisões favoráveis, ou seja, vitória na Justiça com sentença transitada em julgado.
Como é calculado o valor dos atrasados INSS?

O cálculo dos atrasados INSS depende do valor reconhecido judicialmente e do período retroativo considerado. A Justiça fixa o valor conforme:
- Duração do tempo em que o benefício ficou menor ou não foi pago corretamente.
- Diferença entre o valor devido e o que foi recebido, corrigida monetariamente, com base em índice oficial.
- Limite máximo da RPV vigente: R$ 91.080 em 2026.
Beneficiários que entraram em ações coletivas têm divisão proporcional, já que o valor devido é rateado entre os integrantes do processo. Cada caso apresenta cálculo específico, consultável no processo.
Documentos necessários para consulta e saque
Para acompanhar, consultar e sacar atrasados INSS nos TRFs (Tribunais Regionais Federais), normalmente são exigidos:
- CPF do beneficiário ou herdeiro legal.
- Número do registro da RPV (requisição de pequeno valor).
- Número do processo de origem na Justiça.
- Documento de identidade oficial com foto.
- Comprovante de vínculo em caso de herança (certidão de óbito e formal de partilha ou de herança, por exemplo).
- Número da OAB do advogado responsável, quando aplicável.
Em muitos casos, basta preencher apenas um dos campos: número do processo, da RPV ou da requisição. Os sites dos tribunais trazem campos específicos para busca.
Como consultar se tem dinheiro extra disponível?
A consulta é feita diretamente no site do TRF responsável pela jurisdição do seu estado. Veja o órgão correspondente:
- TRF1: DF, MG, GO, TO, MT, BA, PI, MA, PA, AM, AC, RR, RO, AP.
- TRF2: RJ e ES.
- TRF3: SP e MS.
- TRF4: RS, PR e SC.
- TRF5: PE, CE, AL, SE, RN e PB.
- TRF6: MG.
O beneficiário deve acessar o site do TRF regional e informar o CPF e, em geral, o número de registro da requisição ou do processo. Nos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, o TRF2 credita em contas abertas no Banco do Brasil ou Caixa Econômica Federal, em nome do ganhador da ação.
O link para consulta geralmente está na área de “Precatórios/RPVs” ou “Requisições Judiciais”.
Distribuição dos valores por região
A divisão do dinheiro extra do INSS em 2026 ocorre conforme a lista regional dos Tribunais Federais:
| TRF / Região | Valor Geral (R$) | Previdenciárias/Assistenciais (R$) | Processos | Beneficiários |
|---|---|---|---|---|
| TRF1 | 941.079.672,46 | 766.414.070,89 | 40.104 | 48.447 |
| TRF2 | 224.159.908,22 | 156.757.735,86 | 6.828 | 9.774 |
| TRF3 | 413.242.147,27 | 320.808.491,51 | 10.533 | 13.730 |
| TRF4 | 468.821.263,48 | 392.493.378,79 | 21.223 | 29.485 |
| TRF5 | 435.459.173,29 | 377.419.658,84 | 19.308 | 32.428 |
| TRF6 | 224.355.026,89 | 205.347.705,62 | 10.624 | 13.002 |
Esses valores correspondem a processos pagos de até 60 salários mínimos, seguindo as regras das RPVs.
Quando será realizado o pagamento?
O pagamento depende do cronograma de cada TRF. O CJF repassa os valores, e o tribunal deposita os créditos nas contas judiciais em nome dos beneficiários, conforme programação própria. Em geral:
- Há prioridade para idosos, pessoas com deficiência ou doenças graves.
- Os pagamentos costumam ocorrer no mês seguinte à liberação pelo CJF.
- A consulta ao site do TRF informa o status e a previsão de saque.
Verifique as datas exatas ao pesquisar no site do tribunal do seu estado.
Situações especiais: herdeiros e beneficiários falecidos
Quem tem direito a atrasados INSS de beneficiário falecido?
- O herdeiro legal pode sacar os valores mediante apresentação da documentação que comprove o vínculo (certidão de óbito, documentos de inventário ou partilha judicial).
- É necessário seguir os trâmites judiciais previstos pelo tribunal.
Consulte o site da Justiça Federal responsável para obter orientação conforme o caso.
Perguntas frequentes
Como saber se tenho direito ao dinheiro extra do INSS?
Basta acessar o site do TRF correspondente ao seu estado e consultar pelo CPF e número do processo ou RPV. Em dúvida, procure o advogado responsável pelo processo.
Esse dinheiro pode ser sacado na agência bancária?
Sim, após a liberação pelo tribunal, o saque ocorre na conta judicial aberta no Banco do Brasil ou na Caixa, normalmente com documentação pessoal e comprovante do processo.
Os valores são automáticos ou é preciso solicitar?
Após o reconhecimento judicial e a liberação, não é necessário novo pedido. Apenas é preciso acompanhar a publicação do pagamento e comparecer ao banco para sacar.
Acesse o portal Alerta Gov e saiba mais.












