Descubra agora como a nova regra do Imposto de Renda vai impactar seu dia a dia a partir de 2026. O Congresso aprovou uma reforma para aumentar o dinheiro no bolso das pessoas de renda média e baixa. Veja, passo a passo, como sua vida financeira pode melhorar e confira simulações reais para diferentes salários.
Como funciona a nova faixa de isenção do IR em 2025
A partir de 1º de janeiro de 2026, quem recebe até R$ 5 mil por mês passará a ser isento de desconto de Imposto de Renda na folha. Cerca de 65% dos declarantes do IRPF não pagarão mais o imposto, atingindo mais de 26 milhões de pessoas. Além disso, será aplicado um desconto progressivo até R$ 7.350 por mês, reduzindo o imposto para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7.350.
O objetivo dessas mudanças é beneficiar trabalhadores e aposentados de baixa e média renda. A alteração também valerá para o 13º salário. Os cálculos confirmam: quem ganha até R$ 5 mil terá uma economia relevante e, ao longo de 12 meses, somando o 13º, pode receber quase um salário extra.
Tabela do Imposto de Renda 2025 atualizada
| Faixa de Renda Mensal (R$) | Alíquota | Desconto Automático |
|---|---|---|
| Até 5.000 | Isento | Desconto integral |
| De 5.000,01 até 7.350 | Progressiva | Desconto parcial |
| Acima de 7.350 | Sem mudança | Não se aplica |

Exemplos práticos de cálculo do imposto de renda
Confira simulações baseadas em cálculos de especialistas. Veja quanto, em média, você poderá economizar:
- Quem recebe R$ 3.400 por mês economizará cerca de R$ 354,89 ao ano.
- Para salários de R$ 4.000, a economia anual pode chegar a R$ 1.491,89.
- Já um rendimento mensal de R$ 5.000 gera uma sobra de R$ 4.067,57 no ano, próximo de um salário adicional.
- R$ 6.000/mês: redução de R$ 2.336,75 ao ano.
- R$ 7.000/mês: menos R$ 605,86 pagos ao Leão.
- R$ 7.350/mês ou mais: sem impacto com a nova regra.
Quem realmente será beneficiado pela mudança?
A grande novidade é a expansão da isenção. Dos cerca de 40 milhões de contribuintes, mais de 26 milhões ficarão livres do IR. Como efeito direto:
- Trabalhadores formais (CLT), aposentados, pensionistas e autônomos de renda até R$ 5 mil se beneficiam integralmente, tendo desconto zero.
- Rendas intermediárias (até R$ 7.350) sentem alívio, mas em menor intensidade.
- Empresários e investidores com rendimentos elevados ou lucros/distribuição de dividendos passam a contribuir mais, por conta da criação do IRPF Mínimo.
O outro lado da balança: tributação de lucros, dividendos e ganhos altos
A reforma traz também aumento da cobrança sobre quem ganha acima de R$ 600 mil anuais ou recebe dividendos e lucros empresariais. Pagamentos superiores a R$ 50 mil mensais de uma mesma empresa para a mesma pessoa física terão incidência de 10%.
Lucros acumulados antes de 2026 e aprovados até o término de 2025 seguirão isentos. Para novos recebimentos, o contribuinte terá desconto automático já na fonte, dificultando a postergação tributária e ajudando na fiscalização.
A expectativa, conforme o governo, é que a arrecadação total será compensada pela nova cobrança sobre a alta renda. O saldo extra estimado pode chegar a R$ 12 bilhões por ano nos próximos três anos.
Qual o próximo passo para quem se beneficia?
A reforma aguarda sanção do presidente da República. Se aprovado em definitivo, as novas regras já valerão para rendimentos a partir de 2026, com efeitos a partir da declaração do IR de 2027. Faça simulações, organize recibos e confirme se sua faixa salarial está mesmo contemplada.
Para mais atualizações do Imposto de Renda, acesse o site Alerta Gov.












