O prazo para adesão à renegociação de dívidas inscritas na dívida ativa da União foi prorrogado: Microempreendedores Individuais (MEI), microempresas e empresas de pequeno porte têm até janeiro deste ano para acessar condições exclusivas ofertadas pelo Edital nº 11/2025 da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).
Diante do cenário de incerteza econômica, a prorrogação oferece uma chance de regularização fiscal em 2026, para que empresas se mantenham competitivas e não enfrentem restrições junto à Receita Federal. Entenda os requisitos, as modalidades e veja como solicitar a renegociação.
O que é dívida ativa da União?
A dívida ativa da União corresponde a débitos fiscais e tributos federais não pagos e inscritos para cobrança judicial ou extrajudicial pela PGFN. MEIs e pequenas empresas que possuem valores em aberto e não regularizam espontaneamente têm seus débitos registrados na dívida ativa, ficando impedidos de obter certidões negativas e de participar de licitações públicas.
Além dos impostos não pagos ao fisco, multas e encargos legais também são somados ao valor, o que aumentando o total devido com o passar do tempo. A inscrição impede a regularização no Simples Nacional e pode resultar em bloqueio de bens.
Como funciona o processo de renegociação em 2026?
O Edital nº 11/2025 reúne modalidades flexíveis para transação tributária. Cada modalidade oferece benefícios ajustados ao perfil do devedor e à situação do débito. Entre elas:
- Transação baseada na capacidade de pagamento;
- Negociação de débitos classificados como irrecuperáveis;
- Transação de pequeno valor, com condições especiais;
- Transação de débitos cobertos por seguro garantia ou carta fiança.
O saldo remanescente pode ser parcelado, facilitando a quitação sem comprometer o caixa do negócio.

Passo a passo para aderir à renegociação
- Acesse o portal Regularize com CPF/CNPJ e senha;
- Localize suas dívidas na área de serviços, na opção “Consulta Dívida Ativa”;
- Selecione a modalidade de transação do edital vigente;
- Siga as orientações para simular o parcelamento e verificar descontos;
- Formalize a adesão pelo próprio portal; reúna documentação pessoal e do CNPJ;
- Acompanhe o resultado e obtenha o Documento de Arrecadação (DARF) para iniciar os pagamentos;
Em caso de dúvidas, acesse os canais oficiais de atendimento da PGFN.
Principais benefícios para pequenos empreendedores
O prazo para adesão às modalidades de renegociação vai até 30 de janeiro de 2026.
- Descontos que podem chegar a 100% em juros e multas, conforme o tipo de débito;
- Débitos de até 60 salários mínimos, condições simplificadas e maiores descontos para MEI;
- Prazos para regularização ampliados, permitindo até 145 parcelas em alguns casos;
- Restabelecimento da regularidade fiscal, essencial para manter alvarás e participar de editais;
- Cessação de restrições para contratação com o poder público e operações de crédito;
- Facilita o retorno ao Simples Nacional, desde que outros requisitos também sejam cumpridos.
O processo de retorno ao Simples Nacional deve ser feito separadamente, até 31 de janeiro de 2026, diretamente na Receita Federal.
Impactos da regularização fiscal no negócio
Regularizar a situação fiscal proporciona tranquilidade para o pequeno empreendedor. Garante acesso a linhas de crédito, mantém contratos ativos com entes públicos e privados, permitindo novas oportunidades no mercado. Além disso, evita bloqueios judiciais e facilita a emissão de certidões necessárias para o funcionamento da empresa.
A adesão dentro do prazo evita penalidades extras e dificuldades futuras no exercício das atividades. Para quem busca permanecer competitivo em 2026, manter a fiscalidade em dia é passo fundamental.
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