Novas mudanças propostas no programa Pé-de-Meia podem transformar o acesso dos jovens ao ensino técnico e combater ainda mais a evasão escolar na educação profissional. Entenda como o incentivo pode alcançar até R$ 2 mil anuais e quais as etapas para a proposta virar realidade.
O que é o programa Pé-de-Meia
O Pé-de-Meia é um programa de poupança destinado a estudantes de baixa renda que estão concluindo o ensino médio público. Criado pela Lei 14.818/24, ele oferece transferências mensais e anuais, que podem somar mais de R$ 9 mil ao final de três anos para quem cumpre os requisitos.
O principal objetivo é apoiar a permanência dos jovens na escola, reduzir a evasão e estimular a conclusão dos estudos, incluindo a Educação de Jovens e Adultos (EJA).
O que muda com a proposta de expansão em 2026
O Projeto de Lei 1587/25 propõe ampliar o alcance do Pé-de-Meia para estudantes do ensino profissionalizante. Isso inclui os que fazem curso técnico após o ensino médio (modalidade subsequente) e aqueles que optam pelo curso técnico integrado ao ensino regular (modalidade articulada).
Quem tem direito ao incentivo estudantil
Atualmente, o Pé-de-Meia beneficia:
- Estudantes de baixa renda matriculados no ensino médio público regular;
- Alunos de 19 a 24 anos participantes da EJA (Educação de Jovens e Adultos) em escolas públicas ou comunitárias;
- Candidatos que atendam critérios de renda conforme definido pelo governo federal.
Com a proposta de expansão, também passarão a ter direito:
- Estudantes de cursos técnicos na modalidade subsequente, ao concluir cada ano de aprovação;
- Estudantes da modalidade articulada que estejam integrados ao ensino regular.
A aprovação final e início da nova regra depende do trâmite do projeto no Congresso Nacional.

Qual o valor do benefício e como é calculado
Para o ensino médio regular, o valor total do Pé-de-Meia pode ultrapassar R$ 9 mil em três anos, combinando pagamentos anuais e mensais conforme desempenho e frequência.
Com a proposta de expansão, se aprovado, estudantes da modalidade subsequente podem receber até R$ 2 mil por ano de conclusão (o dobro do valor padrão de R$ 1 mil por ano). O cálculo considera presença mínima em aula, aprovação anual e participação em avaliações oficiais.
Documentos necessários para receber o Pé-de-Meia
Para acessar o incentivo, é preciso apresentar:
- Documento de identificação oficial (RG ou CNH);
- CPF do estudante;
- Comprovante de matrícula atualizada em escola pública ou curso técnico autorizado;
- Comprovante de renda familiar, quando solicitado;
- Cadastro no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais), quando exigido.
As exigências podem variar segundo cada município ou Secretaria de Educação. Oriente-se nos canais oficiais para conferir a documentação exata.
Como garantir o benefício?
O acesso ao Pé-de-Meia é feito principalmente de forma automática para quem cumpre os critérios, segundo regras definidas pelo Ministério da Educação. No entanto, para garantir o recebimento ou sanar dúvidas, o estudante pode:
- Confirmar se está inscrito no CadÚnico com os dados atualizados;
- Verificar a matrícula regular em escola pública ou curso técnico elegível;
- Acompanhar os comunicados da Secretaria de Educação do seu estado ou município;
- Consultar o extrato de pagamentos por meio do aplicativo recomendado pelo governo federal, como apps bancários oficiais e, se houver, plataformas específicas do programa;
- Em caso de divergências, procure o CRAS ou a escola para orientação.
Canais de atendimento e portais oficiais do governo federal também podem ser utilizados para suporte.
Prazos e calendário de pagamento do Pé-de-Meia
Os pagamentos do programa seguem calendário fixado anualmente pelo Ministério da Educação. Para novos beneficiários ou expansão prevista no projeto de lei, o calendário será divulgado assim que aprovado e regulamentado.
Cada parcela é liberada após a confirmação de frequência e desempenho do estudante, geralmente ao longo do ano letivo e ao final de cada período de avaliação. Recomenda-se verificar datas e orientações nos canais oficiais.
Situações especiais e exceções no programa
Casos em que o estudante não cumpre a frequência mínima, não alcança aprovação ou deixa de participar de avaliações podem resultar em suspensão do pagamento naquele período. Para os inscritos na EJA, há requisitos adicionais, como limite de idade de 19 a 24 anos.
O valor para modalidades específicas, como o ensino técnico subsequente, depende da aprovação da proposta que ainda tramita no Congresso Nacional. Para mais informações, acompanhe diariamente o Alerta Gov para não perder as próximas atualizações. A seguir, assista a um vídeo sobre como fazer o seu benefício render mais:












