Um anúncio recente sobre o pagamento de RPVs pode impactar diretamente aposentados, pensionistas e segurados que venceram ações judiciais contra o INSS. Mais de 125 mil pessoas já têm a liberação garantida para saques em 2026, mas nem todos sabem ao certo como consultar, quem recebe e quais são os valores.
Acompanhe para descobrir como acessar esse recurso, o que são as RPVs e os documentos necessários.
O que são RPVs e por que elas existem
RPV é a sigla para Requisição de Pequeno Valor, um mecanismo criado para agilizar o pagamento de débitos do setor público após processos judiciais. As RPVs são usadas quando uma pessoa ou grupo processa órgãos como o INSS, vence a ação e o valor devido não ultrapassa o teto estabelecido em lei.
Essa quantia é paga diretamente ao vencedor, após o fim da disputa judicial e quando já não cabe mais recurso do órgão público. O limite das RPVs varia de acordo com a esfera do processo: federal, estadual ou municipal, podendo chegar a até 60 salários mínimos, dependendo da região do país.
Quem tem direito às RPVs do INSS em 2026
Têm direito ao recebimento das RPVs liberadas pelo Conselho da Justiça Federal os aposentados, pensionistas e outros beneficiários do INSS que moveram processos e obtiveram decisão favorável, já transitada em julgado, contra a autarquia.
Ações que envolvem revisão de benefícios, atrasados, concessão de aposentadoria ou benefícios negados lideram a lista dos casos beneficiados.
Também podem receber valores herdeiros legais de beneficiários falecidos após a sentença, desde que comprovem vínculo familiar e apresentem a documentação específica exigida pelo tribunal responsável.

Qual o valor dos pagamentos e como esse valor é calculado
O total liberado para RPVs junto ao INSS soma R$ 1,98 bilhão em 2026, referente a mais de 90 mil processos beneficiando cerca de 125 mil pessoas. Por lei, o valor a ser pago em uma RPV não pode exceder o teto de 60 salários mínimos (R$ 97.260 para 2026). Valores superiores a esse limite recebem o nome de precatórios e seguem regras e prazos diferentes.
Cada ação pode ter um valor diferente, definido de acordo com os atrasados, diferenças nos pagamentos, correções monetárias e outros direitos reconhecidos no processo.
Documentos obrigatórios para consulta e saque
Para consultar ou sacar RPVs, será necessário:
- CPF do beneficiário;
- Número do registro da RPV (se disponível);
- Número do processo judicial de origem;
- Número da requisição (geralmente 9 ou 11 dígitos);
- Número da OAB do advogado (opcional em alguns TRFs).
Os herdeiros devem apresentar ainda documentos que provem o parentesco e a autorização judicial, quando a transferência do crédito é feita por sucessão.
Como consultar se você tem direito ao pagamento
Cada Tribunal Regional Federal (TRF) administra o pagamento e a consulta das RPVs de sua jurisdição. Interessados devem acessar o portal do TRF responsável pelo seu estado e, na área de RPVs, informar os dados solicitados para verificar se têm valores liberados para saque.
- TRF1 – DF, MG, GO, TO, MT, BA, PI, MA, PA, AM, AC, RR, RO, AP
- TRF2 – RJ, ES
- TRF3 – SP, MS
- TRF4 – RS, PR, SC
- TRF5 – PE, CE, AL, SE, RN, PB
- TRF6 – MG
No caso de aposentados do Rio de Janeiro e Espírito Santo (TRF2), por exemplo, basta acessar o site, preencher o CPF e um dos campos com o número do processo, da requisição ou do registro para obter a resposta.
Os pagamentos são processados em contas abertas pelo próprio TRF no Banco do Brasil ou na Caixa Econômica Federal, em nome do beneficiário ou do herdeiro reconhecido. Para maiores detalhes, acesse os portais dos Tribunais Regionais Federais.
Prazos e datas para a liberação das RPVs do INSS em 2026
Conforme a legislação, o prazo máximo para que o pagamento de RPVs seja realizado é de 60 dias após a liberação do recurso pelo CJF ao TRF correspondente. No lote de fevereiro de 2026, os valores repassados começaram a chegar às contas de cada beneficiário assim que o respectivo tribunal conclui a etapa de processamento e depósito.
Cada TRF possui calendário próprio, divulgado em seu site, com as datas exatas em que os recursos ficam acessíveis para saque. Recomenda-se sempre consultar a página referente ao seu tribunal para confirmar o cronograma atualizado.
Distribuição dos valores das RPVs por região
A distribuição dos valores segue o tamanho da demanda em cada região do país. Veja o detalhamento dos principais lotes por tribunal em 2026:
- TRF1 (Centro-Oeste, Norte e parte do Nordeste): R$ 504 milhões para segurados do INSS;
- TRF2 (Rio de Janeiro e Espírito Santo): R$ 230 milhões para segurados do INSS;
- TRF3 (São Paulo e Mato Grosso do Sul): R$ 367 milhões para segurados do INSS;
- TRF4 (Sul): R$ 270 milhões para segurados do INSS;
- TRF5 (Nordeste): R$ 418 milhões para segurados do INSS;
- TRF6 (Minas Gerais): R$ 194 milhões para segurados do INSS.
Os valores totais, incluindo causas não previdenciárias, somam mais de R$ 2,3 bilhões e contemplam diferentes tipos de processos judiciais.
Situações especiais: herdeiros e valores acima do limite
Familiares de beneficiários que faleceram após a sentença têm direito a receber o crédito das RPVs, mediante apresentação de documentos que comprovem o vínculo familiar e autorização judicial. Processos cujo valor ultrapassa 60 salários mínimos não recebem via RPV, mas sim como precatórios, com calendário e trâmite distintos.
Para dúvidas, é possível buscar atendimento presencial no CRAS, agências do INSS ou consultar canais oficiais do órgão.
O que fazer caso o pagamento não seja liberado ou haja recusa
Se, após verificar os dados no portal do tribunal, o nome do beneficiário não constar na listagem, é importante:
- Conferir se todos os dados estão corretos no sistema;
- Verificar com seu advogado ou representante legal o status do processo;
- Acessar o canal Meu INSS para tirar dúvidas adicionais;
- Se necessário, comparecer ao posto do INSS, ao CRAS ou diretamente ao tribunal responsável.
Nem todas as ações resultam em RPVs de imediato. O desembolso depende da ordem na lista de pagamentos e da regularidade de documentos. Nunca envie informações pessoais em sites não oficiais.
Para mais informações não deixe de acompanhar diariamente o portal Alerta Gov.












