O fim da escala 6×1 é uma prioridade do governo federal para o ano de 2026.
Com apoio da ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e do presidente da Câmara, Hugo Motta, a proposta visa unificar projetos no Congresso para garantir mais descanso e qualidade de vida aos brasileiros.
Conheça os principais impactos desta possível mudança na legislação trabalhista.
O que é a escala 6×1?
A escala 6×1 está prevista na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Nessa modalidade, o trabalhador exerce suas funções em seis dias seguidos e tem apenas um dia de descanso.
Essa rotina é aplicada em vários setores, como comércio, indústria e serviços.
O objetivo, segundo defensores da regra, é garantir cadeias produtivas continuamente ativas, principalmente em áreas essenciais ou de alta demanda.
Porém, especialistas apontam que a estrutura pode sobrecarregar quem trabalha sob esse regime, reduzindo o tempo com a família e para atividades pessoais.
Prioridade do governo federal em 2026
A ministra Gleisi Hoffmann afirmou que o fim da escala 6×1 figura entre as agendas centrais do governo em 2026. O Executivo articula um projeto para acelerar a tramitação da proposta no Congresso Nacional.
Segundo ela, o presidente Lula busca valorizar o trabalhador, após adotar medidas como o reajuste real do salário mínimo e a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil.
Gleisi destacou que a proposta responde ao clamor da sociedade, refletindo demandas por melhores condições de trabalho e um equilíbrio entre vida profissional e pessoal.
O apoio popular, segundo a ministra, tende a influenciar positivamente a aprovação parlamentar.
Para compreender outras pautas de importância em 2026, acesse também as principais mudanças legislativas do ano.
Como pode funcionar o fim da escala 6×1

O governo avalia integrar diferentes propostas já em análise na Câmara e no Senado, com o objetivo de criar uma legislação mais clara sobre o tema.
Caso aprovada, a mudança deve oferecer alternativas ao modelo atual, permitindo intervalos maiores entre os dias trabalhados ou liberdade para adoção de outros formatos de escala, sempre observando o descanso semanal remunerado.
Setores como a indústria já adotam, em alguns casos, escalas diferenciadas com folgas alternadas.
A proposta pretende nivelar o direito ao descanso, impactando positivamente grupos que são diretamente afetados pelo formato 6×1, sobretudo mulheres e trabalhadores de baixa renda.
Gleisi Hoffmann destacou a importância de resguardar o tempo livre não apenas para o lazer, mas para as obrigações domésticas e cuidados pessoais.
Impactos na CLT e possíveis mudanças em 2026
A discussão sobre o fim da escala 6×1 integra as conversas sobre a atualização da CLT em 2026.
O país vive uma fase de revisão de normas históricas para adaptar as regras trabalhistas à nova realidade contemporânea. Entre os objetivos da proposta, estão:
- Ampliar o acesso ao descanso semanal remunerado;
- Reduzir a sobrecarga e o desgaste físico dos trabalhadores;
- Facilitar o equilíbrio entre compromissos pessoais e profissionais;
- Diminuir o impacto negativo na saúde física e mental.
As alterações podem ser complementares à reforma trabalhista de 2026, também debatida como eixo das transformações legais para o próximo período.
Reação do Congresso e setores produtivos
O tema conta com apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta, além de ampla adesão entre deputados e senadores, principalmente após a mobilização popular em torno do assunto.
Setores produtivos, como indústria, já testam modelos mais flexíveis de escala, o que pode facilitar negociações com empresários e sindicatos.
A ministra ressaltou que as negociações são fundamentais para a transição, garantindo previsibilidade tanto para empregadores quanto para empregados.
Outras prioridades legislativas e contexto político
Além do fim da escala 6×1, Gleisi Hoffmann mencionou a aprovação de acordos de livre comércio, regulamentação do trabalho por aplicativos, reforma da segurança pública e medidas provisórias que podem impactar diretamente as políticas sociais e econômicas.
O governo busca manter acordos e vetos importantes, como no PL da Dosimetria — relacionado à responsabilização de atos antidemocráticos — e antecipa o pagamento de emendas parlamentares para garantir maior governabilidade.
A qualidade das relações de trabalho é vista pelas autoridades como prioridade para sustentar o crescimento econômico e promover a justiça social no Brasil.
Para mais informações sobre direitos trabalhistas e benefícios, consulte também o portal AlertaGov.












