Milhões de trabalhadores aguardam com expectativa a confirmação sobre o abono salarial de 2026, que pode afetar diretamente o orçamento familiar.
Com novos critérios e calendário definidos, a consulta estará disponível a partir desta quinta-feira (05), nos canais digitais do governo.
O benefício abrange tanto empregados da iniciativa privada quanto servidores públicos, e o valor varia conforme o tempo de trabalho em 2024 e as novas regras de elegibilidade. Saiba tudo sobre os requisitos, valores e procedimentos para consultar o abono salarial.
O que é o abono salarial?
O abono salarial corresponde a um pagamento anual de até um salário mínimo destinado a trabalhadores da iniciativa privada (PIS) e servidores públicos (Pasep).
O direito é concedido a quem esteve em emprego formal por, pelo menos, 30 dias no ano-base — neste caso, 2024. O benefício tem papel relevante no apoio à renda de quem se enquadra nos requisitos legais.
Para entender outros benefícios e direitos voltados ao trabalhador, consulte a página de direitos trabalhistas.
Quem tem direito ao abono salarial em 2026?
Para receber o abono salarial relativo ao ano-base de 2024, o interessado precisa cumprir todos os requisitos abaixo:
- Estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos;
- Ter trabalhado formalmente, com carteira assinada, por no mínimo 30 dias em 2024;
- Receber remuneração média mensal de até R$ 2.766 no ano-base considerado;
- Ter os dados corretamente informados pelo empregador no RAIS ou no eSocial.
O benefício restringe-se a colaboradores da iniciativa privada e a servidores públicos, conforme os dados oficiais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Existem categorias que não se enquadram, mesmo que o recebimento mensal fique dentro do limite estipulado. Não têm direito ao abono salarial:
- Empregado doméstico;
- Trabalhadores rurais ou urbanos empregados por pessoa física, ainda que equiparada a pessoa jurídica;
- Trabalhador contratado por pessoa física sem registro formal.
Essas restrições seguem a legislação vigente e reforçam a necessidade de carteira assinada para o acesso ao benefício.
Como funciona o novo cálculo do valor do abono?
O total pago é proporcional ao tempo de serviço com carteira assinada em 2024. O cálculo leva em conta o valor do salário mínimo vigente, dividido por 12 e multiplicado pelo número de meses trabalhados naquele ano.
Ou seja, quem trabalhou todos os meses recebe o teto, e quem trabalhou menos tempo, recebe valor proporcional.
Em 2026, o valor do abono salarial pode variar de R$ 136 a R$ 1.621, dependendo do número de meses comprovados de atividade. O novo teto de renda passou a ser corrigido pela inflação (INPC), e o limite não acompanha mais o reajuste do salário mínimo, fator que tende a restringir progressivamente o acesso ao benefício.
Calendário de pagamento do abono salarial 2026
O cronograma é definido anualmente pelo Codefat, e segue o mês de nascimento do trabalhador. Para o ciclo de 2026, os depósitos ocorrerão sempre no dia 15 do mês correspondente (ou no dia útil seguinte, se cair em final de semana ou feriado). Veja as datas para quem tem direito ao abono salarial:
| Mês de Nascimento | Data de Pagamento |
|---|---|
| Janeiro | 16 de fevereiro |
| Fevereiro | 16 de março |
| Março e Abril | 15 de abril |
| Maio e Junho | 15 de maio |
| Julho e Agosto | 15 de junho |
| Setembro e Outubro | 15 de julho |
| Novembro e Dezembro | 17 de agosto |
Os pagamentos ficam disponíveis para saque até 30 de dezembro de 2026, último dia útil bancário do ano.
Confira atualizações e alertas de calendários em Calendário do Abono Salarial.
Como consultar se tem direito ao abono salarial?
A consulta está disponível a partir desta quinta-feira pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou pela plataforma GOV.BR. O procedimento exige CPF e senha cadastrada no portal.
Basta acessar a área de “Benefícios” e selecionar “Abono Salarial” para visualizar se o benefício está habilitado, qual banco depositará e o valor exato.
Para trabalhadores do setor privado, apps como Caixa Trabalhador e Caixa Tem também possibilitam a consulta do benefício e da data de pagamento.
Segundo o MTE, mais de 100 milhões de acessos são registrados nos primeiros dias de liberação das consultas.
Formas de recebimento: bancos, canais e procedimentos
O pagamento do abono salarial para empregados da iniciativa privada (PIS) ocorre prioritariamente em conta corrente ou poupança da Caixa Econômica Federal.
Quem não possui conta recebe pela Poupança Social Digital, movimentada pelo app Caixa Tem ou por saque nos caixas eletrônicos, agências, lotéricas e correspondentes Caixa Aqui.
Servidores públicos (Pasep) recebem no Banco do Brasil, preferencialmente via crédito em conta. TED, PIX e saque presencial são alternativas válidas para quem não possui vínculo bancário com o BB.
Por que as regras do abono salarial mudaram?
A partir de 2026, o limite de renda necessário para receber o abono deixa de ser atrelado ao salário mínimo e passa a ser corrigido pelo INPC (inflação).
A medida visa garantir a sustentabilidade do programa, evitando que os gastos aumentem acima da capacidade orçamentária do governo e, ao mesmo tempo, preserva o benefício para quem recebe menor remuneração.
A tendência é que, nos próximos anos, o contingente de trabalhadores aptos a receber diminua, acompanhando o novo teto de cálculo.
Perguntas frequentes
O abono pode ser pago em conta de outro banco que não seja Caixa ou Banco do Brasil?
Os pagamentos são prioritariamente feitos por esses bancos, mas é possível a transferência via TED, PIX ou saque presencial para quem não tem conta nas instituições pagadoras.
Perdi o prazo de saque. O que acontece?
O valor não retirado até 30 de dezembro de 2026 retorna ao FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). Depois disso, não é possível solicitar o benefício referente ao ano-base de 2024.
O benefício interfere em outros auxílios do governo?
Não, o abono salarial é pago de forma independente de outros programas sociais, como Bolsa Família ou seguro-desemprego. Cada benefício tem regras próprias de acesso e acúmulo segundo legislação vigente.
Acesse o portal Alerta Gov para informações adicionais.
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