Em 2026, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) apresentou uma nova tabela com reajustes que incidem diretamente sobre os benefícios, descontos e limites para aposentados e trabalhadores da ativa. As atualizações, vigentes a partir de janeiro, foram estabelecidas por portaria publicada no Diário Oficial da União, refletindo um cenário de mudanças nas regras previdenciárias brasileiras, sem ganhos reais acima da inflação.
O objetivo central é garantir maior transparência sobre as faixas de contribuição, reajustes dos benefícios e os tetos previdenciários, inclusive detalhando os percentuais que variam conforme o salário de contribuição e o período de início do benefício.
Com uma correção baseada exclusivamente na variação do INPC acumulado de 2025, que fechou o ano em 3,9%, a nova tabela traz repercussões para aposentados, para quem recebe auxílios vinculados ao RGPS e para quem realiza contribuições mensais ao sistema. Os detalhes dessas mudanças estabelecem novos parâmetros para o cálculo dos benefícios e servem de referência para o planejamento financeiro dos segurados.
Reajuste dos benefícios do INSS em 2026
Segundo a portaria, todos os benefícios pagos pelo INSS foram reajustados em 3,9%, índice correspondente ao INPC. Este reajuste teve efeito em de 1º de janeiro de 2026 e aplica-se a aposentadorias, pensões, auxílios e benefícios assistenciais que seguem o regime geral de previdência.
Para quem começou a receber o benefício ao longo de 2025, o reajuste é proporcional, de acordo com o mês de início do pagamento. Confira alguns exemplos da tabela de reajuste para benefícios concedidos após janeiro de 2025:
| Mês de Início | Percentual de Reajuste (%) |
|---|---|
| Até janeiro de 2025 | 3,90 |
| Março de 2025 | 2,38 |
| Maio de 2025 | 1,38 |
| Julho de 2025 | 0,79 |
| Dezembro de 2025 | 0,21 |
Novo piso e teto do INSS em 2026
Um destaque da atualização é a definição dos novos limites previdenciários. O piso do INSS passa a ser de R$ 1.621,00, reflexo do novo salário mínimo nacional. Já o teto, que representa o valor máximo a ser pago em benefícios previdenciários, fica estipulado em R$ 8.475,55. Nenhum benefício pode ser inferior ao piso ou superior ao teto, salvo exceções legais específicas.
Com isso, aposentados e pensionistas com valores acima do mínimo recebem somente a atualização do INPC, enquanto quem recebe o benefício equiparado ao salário mínimo acompanha o reajuste maior aplicado ao piso. Estes limites também impactam diretamente trabalhadores celetistas, servidores públicos e demais segurados do sistema.
Alíquotas de contribuição ao INSS: tabela 2026 para empregados e domésticos
As novas alíquotas de contribuição ao INSS mantêm o modelo progressivo, que está vigente desde a reforma da Previdência. Isso significa que, conforme o salário do trabalhador aumenta, a contribuição se torna maior apenas para a parcela que excede cada faixa. Veja como ficam as faixas para trabalhadores do setor privado, empregados domésticos e avulsos:
| Faixa salarial (R$) | Alíquota Progressiva (%) |
|---|---|
| Até 1.621,00 | 7,5 |
| De 1.621,01 até 2.902,84 | 9 |
| De 2.902,85 até 4.354,27 | 12 |
| De 4.354,28 até 8.475,55 | 14 |
O modelo considera a incidência da alíquota somente na faixa correspondente do salário, tornando mais justa a cobrança para diferentes rendas.
Benefícios assistenciais e valores atrelados ao piso
Diversos benefícios permanecem diretamente vinculados ao valor do salário mínimo. Entre eles, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para idosos e pessoas com deficiência de baixa renda, a renda mensal vitalícia, pensões especiais e benefícios históricos como os pagos a vítimas de hanseníase e da síndrome da talidomida. O valor do auxílio-reclusão também é atualizado para R$ 1.621,00, condicionado a uma média salarial de até R$ 1.980,38 nos 12 meses anteriores à prisão do segurado.
O salário-família, benefício pago a trabalhadores de baixa renda com filhos menores, tem cota ajustada para R$ 67,54, válida para quem recebe até R$ 1.980,38 por mês. O pagamento é proporcional nos meses de admissão ou demissão e não considera o 13º para cálculo do limite de renda.

Tabela de contribuição para o Regime Próprio da União
Para servidores ativos, aposentados e pensionistas do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) da União, as alíquotas também são progressivas, podendo chegar a até 22%, de acordo com a base de contribuição. As faixas começam em 7,5% e avançam gradualmente para salários mais elevados, incidindo principalmente sobre o valor que ultrapassa o teto do RGPS. Veja a tabela:
| Base de contribuição (R$) | Alíquota Progressiva (%) |
|---|---|
| Até 1.621,00 | 7,5 |
| De 1.621,01 até 2.902,84 | 9 |
| De 2.902,85 até 4.354,27 | 12 |
| De 4.354,28 até 8.475,55 | 14 |
| De 8.475,56 até 14.514,30 | 14,5 |
| De 14.514,31 até 29.028,57 | 16,5 |
| De 29.028,58 até 56.605,73 | 19 |
| Acima de 56.605,73 | 22 |
A aplicação dessas faixas garante maior aderência da contribuição à capacidade contributiva dos segurados e favorece uma distribuição mais equilibrada das receitas do sistema previdenciário.
O que muda na prática para aposentados e trabalhadores em 2026
Beneficiários do INSS já percebem o novo reajuste incorporado aos pagamentos desde janeiro. Para quem está na ativa, as novas faixas e alíquotas impactam diretamente nos descontos em folha e no planejamento orçamentário familiar. Trabalhadores que recebem salários maiores terão contribuições proporcionais, já que as alíquotas progressivas incidem apenas sobre os valores que excedem determinadas faixas.
Aposentados e pensionistas com rendimentos acima do teto do RGPS seguem contribuindo conforme as regras específicas para o regime próprio, respeitando as alíquotas de contribuição diferenciadas. Em um cenário de inflação moderada e com poucos ganhos reais acima do piso, a atualização busca ao menos preservar o poder de compra dos segurados dentro das regras previdenciárias vigentes.
As novas regras reforçam a relevância do planejamento financeiro baseado em informações atualizadas, permitindo que cada segurado compreenda seus direitos e deveres de acordo com sua faixa de rendimento no sistema.
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Perguntas Frequentes
- Qual o valor do teto do INSS para 2026? O teto previdenciário do INSS para 2026 foi fixado em R$ 8.475,55.
- Como ficou o reajuste dos benefícios do INSS em 2026? O reajuste aplicado em 2026 corresponde a 3,9%, com base no INPC de 2025.
- Quais são as faixas de alíquotas do INSS para empregados em 2026? As alíquotas vão de 7,5% até 14%, progressivas conforme o salário de contribuição.
- Qual é o piso do INSS em 2026? O piso do INSS, referente ao salário mínimo nacional, é de R$ 1.621,00.
- Quando as novas regras passam a valer? Todas as regras passam a vigorar a partir de 1º de janeiro de 2026.












