Uma nova forma de prevenção do HIV está disponível no Brasil em 2026. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta última segunda-feira (12) o uso da injeção semestral, ampliando as opções para quem busca proteção contra o vírus. Descubra quem pode usar, como funciona esse tratamento e quais são os próximos passos para acessar o novo medicamento para o HIV 2026.
Injeção semestral para prevenção do HIV: entenda como funciona
A injeção semestral autorizada pela Anvisa funciona como profilaxia pré-exposição (PrEP), um método para evitar a infecção pelo HIV antes do contato com o vírus. Diferente dos comprimidos diários, o novo medicamento é aplicado a cada seis meses, simplificando a rotina de quem busca se prevenir.
Essa inovação representa um avanço no tratamento e prevenção do HIV no Brasil, com potencial para aumentar a adesão e trazer mais segurança para grupos de risco.
Quem pode usar a injeção semestral?
Requisitos para acesso ao novo medicamento HIV 2026
- Ter idade mínima de 12 anos pesando no mínimo 35 kg
- Testagem prévia para HIV (é necessário não ter infecção ativa pelo vírus).
- Orientação em unidade de saúde habilitada pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
Documentos necessários:
- Documento oficial com foto (RG ou CNH).
- Cartão do SUS.
- Resultado de teste recente para HIV.

Como acessar a injeção semestral: passo a passo
Como fazer:
- Procure uma unidade de saúde do SUS que oferece tratamento de prevenção do HIV.
- Solicite avaliação para uso da injeção semestral; profissionais irão verificar se você se enquadra nos critérios.
- Faça os exames necessários para descartar infecção prévia pelo HIV.
- Com a aprovação médica, agende a aplicação do medicamento.
- Retorne à unidade a cada seis meses para receber a nova dose e acompanhamento clínico.
Por que escolher a injeção semestral para prevenção do HIV em vez da PrEP convencional ou do preservativo?
O principal benefício da injeção semestral em relação à PrEP oral é a praticidade. Com apenas duas aplicações por ano, diminui o risco de esquecimento e reforça a prevenção prolongada. O medicamento é considerado um passo importante no avanço do tratamento HIV e pode estimular a adesão principalmente de pessoas que têm dificuldades com o uso diário de comprimidos.
Além disso, reduz a necessidade de visitas frequentes à farmácia ou ao serviço de saúde para retirada da medicação mensal.
Efeitos colaterais e acompanhamento
Como todo medicamento, a injeção semestral pode causar reações adversas, geralmente leves, como dor no local da aplicação e eventuais sintomas gripais. O acompanhamento regular no serviço de saúde é essencial para avaliar possíveis efeitos colaterais e manter a estratégia de prevenção atualizada.
Caso apresente algum sintoma incomum, oriente-se imediatamente com o profissional de saúde responsável pelo seu acompanhamento.
O que muda nos protocolos de saúde prevenção Brasil?
Com a Anvisa aprovação HIV para a injeção semestral, o Brasil amplia o arsenal de prevenção e reflete o compromisso em alinhar o país aos avanços globais no enfrentamento da epidemia. A medida pode contribuir para a redução dos índices de novas infecções.
O Ministério da Saúde publicou orientações para profissionais sobre como implementar a nova opção em unidades da rede, tornando o acesso mais amplo e facilitado.
Alternativas: e se eu não posso usar a injeção semestral?
Caso não se enquadre nos requisitos, existem alternativas para prevenção do HIV:
- PrEP oral diária, disponível no SUS para adultos e adolescentes acima de 15 anos de grupos prioritários.
- Profilaxia pós-exposição (PEP), indicada até 72h após uma situação de risco.
- Uso de preservativos (camisinha), que continuam como método acessível e eficaz na prevenção do HIV e de outras ISTs.
Fale sempre com um profissional de saúde para orientação individualizada
Para saber se você pode receber a injeção semestral para prevenção HIV, procure o serviço de saúde mais próximo com seu documento de identificação e cartão do SUS. Não deixe dúvidas sobre sua saúde: informe-se e busque orientação especializada.
Perguntas frequentes
- Quantos meses de proteção a injeção semestral oferece? A proteção dura por seis meses; é importante reaplicar no período certo para mantê-la.
- Posso iniciar a injeção sem testes prévios? Não. É obrigatório testar negativo para HIV antes do início.
- Quem tem alergia a outros medicamentos pode tomar a injeção? O ideal é consultar o profissional de saúde, pois pessoas com histórico alérgico devem ser avaliadas de forma individualizada.
- Há diferença de acesso entre homens e mulheres? Não há restrição de gênero; qualquer pessoa dos grupos elegíveis pode acessar.
- Preciso agendar com antecedência para receber a injeção semestral? Sim, o agendamento facilita a logística do serviço de saúde e garante a disponibilidade da dose.
Para mais informações, consulte o portal oficial do Alerta Gov.












