Imagine economizar a vida toda, planejar a aposentadoria com cuidado, e, na hora de acessar um empréstimo consignado para realizar um sonho ou cobrir uma despesa, descobrir que o sistema trava. É exatamente isso que milhares de aposentados e pensionistas do INSS estão enfrentando.
Desde maio de 2025, uma nova regra exige reconhecimento facial no aplicativo Meu INSS para desbloquear benefícios e contratar empréstimos. A medida, criada para proteger contra fraudes, na verdade acabou gerando um problema: falhas no sistema estão impedindo o acesso ao crédito, mesmo para quem tem biometria atualizada.
Como isso afeta a vida de quem depende desses recursos? A seguir, você vai ver as causas, consequências e possíveis soluções, além de informações atualizadas para esclarecer o tema.
O que é o desbloqueio de empréstimo consignado?
Em maio de 2025, o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, implementou uma exigência: todo desbloqueio de benefício para empréstimo consignado agora requer validação biométrica pelo Meu INSS. A mudança, publicada no Diário Oficial da União em 23 de maio, busca evitar fraudes, como descontos indevidos em benefícios. Antes, a regra valia apenas para benefícios concedidos a partir de 2019, mas agora se aplica a todos os segurados.
O problema com a biometria
Entre 23 de maio e 20 de junho de 2025, 1,2 milhão de tentativas de desbloqueio foram registradas, mas 264 mil foram negadas, principalmente por falta de biometria facial na base do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Idosos acima de 70 anos, que não precisam votar, muitas vezes não têm esses dados atualizados. Além disso, pessoas com próteses ou mudanças faciais enfrentam dificuldades no reconhecimento.
Consequências das falhas no sistema
A falha no Meu INSS tem causado frustração. Muitos aposentados dependem do empréstimo consignado para despesas médicas, reformas ou até mesmo para quitar dívidas. Por exemplo, uma segurada relatou que, mesmo com a Carteira de Identidade Nacional (CIN) atualizada, não conseguiu desbloquear o benefício. O atendente sugeriu atualizar a biometria no TRE, um processo que pode levar mais de 20 dias.
Aumento da burocracia
O processo, que deveria ser simples e digital, virou um obstáculo. A espera de dias para análise do desbloqueio, somada às falhas no cruzamento de dados entre o INSS e o TSE, tem gerado um problema. Quem precisa do dinheiro com urgência fica sem solução imediata.
Medidas para proteger os aposentados
A nova regra surgiu após um esquema de fraudes que gerou mais de R$ 6 bilhões em prejuízos nos últimos anos. A Controladoria-Geral da União (CGU) identificou descontos irregulares no benefício dos segurados. A biometria busca garantir que apenas o titular autorize o crédito, mas o sistema precisa funcionar para não prejudicar quem age de maneira correta.
Alternativas para resolver o problema
Se o desbloqueio falhar, o INSS permite solicitar a liberação manual após análise. Outra opção é atualizar a biometria no TSE ou em órgãos como o Detran. Aposentados também podem registrar reclamações pelo telefone 135 ou na ouvidoria do INSS, caso suspeitem de irregularidades.
Dúvidas frequentes
- Por que o benefício está bloqueado?
Desde 8 de maio de 2025, todos os benefícios foram bloqueados para novos consignados, exigindo desbloqueio com biometria. - Quem pode solicitar o desbloqueio?
Apenas o titular. Procuradores não podem fazer o pedido. - O que fazer se o reconhecimento facial falhar?
Tente atualizar a biometria no TSE ou Detran. Caso persista, contate o INSS pelo 135 para análise manual. - Empréstimos antigos são afetados?
Não, contratos vigentes continuam normais. - Como evitar fraudes no consignado?
Mantenha o benefício bloqueado quando não precisar de crédito e nunca compartilhe a senha Gov.br.
As falhas no Meu INSS revelam um desafio maior: como encontrar o equilíbrio entre proteger os aposentados de fraudes e garantir acesso rápido ao empréstimo consignado? Muita gente que conta com esse crédito para despesas essenciais, está presa em um sistema que promete segurança, mas entrega frustração. Soluções como melhorar a integração de dados entre o INSS, TSE e Detran, ou oferecer alternativas para quem enfrenta dificuldades com o reconhecimento facial, podem amenizar o problema.
Para mais informações sobre o INSS, acesse o ALERTA GOV.